52 ideias para mudar o mundo #1

52 ideias para mudar o mundo #1

Quando nos lembramos de sugerir ideias para produzir menos lixo ou, de uma forma mais ampla, ter um impacto mais positivo (ou menos negativo) no planeta, surgem imensas. Hoje em dia, o que não falta neste campo são ideias, produtos, tutoriais e sei lá que mais!

No entanto, a mudança, mesmo para quem a quer fazer, pode parecer em si um grande obstáculo: por um lado, pela infinidade de opções, algumas contraditórias entre si, e por outro lado por haver tanto para fazer que nem se sabe por onde começar.

Esta coleção de ideias que aqui vos trazemos vem em forma de desafio: uma ideia por semana, ao longo de um ano (52 semanas). Porque uma ideia por semana parece mais fácil de assimilar do que querer fazer tudo de uma vez. E se algumas das ideias trarão consigo sugestões sobre compras mais sustentáveis, outras vezes iremos sugerir apenas reflexões. E trabalhos de casa!

Então, a proposta número 1 é esta: RECUSAR.

Durante muitos anos, fomos (os de coração verde) governados pelos 3R: Reduzir, Reutilizar, Reciclar. Hoje há muitos, muitos mais erres. Mas há um com o qual tudo começa. E, se o levarmos a sério, reduzimos mesmo muito o nosso consumo de coisas em geral, e de coisas desnecessárias em particular. Senão vejamos algumas das oportunidades diárias para recusar:

  • os sacos de fruta no supermercado
  • a caixa de plástico oferecida quando se compra x gramas de fiambre na charcutaria
  • a caneta que a imobiliária nos oferece quando lá vamos
  • a colherzinha de plástico que vem com o café e que não vamos utilizar (o ideal é deixar logo no balcão)
  • os pacotes de açúcar do café (quando não vamos utilizar, o ideal é deixar no balcão, ou o mais provável é irem parar ao lixo)
  • o saco grátis na loja de roupa
  • o talão escrito (principalmente quando podemos ter em formato digital)
  • o balão oferecido às nossas crianças no centro comercial (sejam rijos e ignorem o olhar de quem vos julga por maus pais por não quererem dar aos vossos filhos sequer um balão!)
  • a prenda de plástico que o dentista oferece às crianças (estas são difíceis, os miúdos tendem a gostar de bugigangas. Força!)
  • os panfletos com informações que não interessam ou de que não precisamos (por exemplo, não preciso de um folheto do canil para poder comprar alimentos para doar ao canil)
  • os amenities dos hotéis…ok, estes não são à partida para levar…é só aquela tentação consumidora… é deixar lá e não olhar para trás, que somos bem capazes de sobreviver sem a mini caixa de costumar que nunca iríamos utilizar de qualquer maneira
  • os snacks nos aviões, embalados em mini saquinhos de plástico (pode ser difícil negar um mimo destes mas, sejamos sinceros, é mesmo importante comer agora 20g de pretzels?)
  • pedir um copo de vidro quando vamos comer à restauração de um centro comercial (esta é mais uma troca, mas uma troca como quem recusa)
  • não beber o café se vier em copo de plástico (perguntar primeiro, senão estamos a incorrer em duplo desperdício)
  • os pauzinhos de bambu no restaurante, porque até temos uns lá em casa que guardamos da última vez que fomos buscar comida asiática

 

Esta é uma lista incompleta e ficamos à espera das vossas sugestões nos comentários. Mas só porque há tantas, tantas oportunidades para reduzir o desperdício e o gasto desnecessário de recursos. Pode parecer pouco, mas ao recusar estamos a adoptar uma nova forma de pensar sobre o nosso próprio consumo e, só isso, pode ser incrivelmente transformador.

Trabalhos para casa: notar sempre que existe uma oportunidade para recusar; recusar; ficar feliz por ter recusado; vir aqui deixar ideias novas; partilhar a experiência com os amigos.

 

NOTA: O desafio das 52 ideias para fazer menos lixo/desperdiçar menos, mudar o mundo é isso mesmo, um desafio. E como este desafio há muitos. Não pretendemos estar a inventar nada, mas também não estamos a copiar ninguém. As ideias aqui sugeridas, e a sua apresentação em 52 semanas, pretendem, isso sim, ser apresentadas como algo acessível e passível de ser feito facilmente por todas as pessoas. Isto porque acreditamos que os caminhos longos, como este de ter uma vida mais sustentável, são mais difíceis de iniciar. Mas, como todos os caminhos, fazem-se com um passo de cada vez.