#32 Dar uma festa sustentável

#32 Dar uma festa sustentável

Como sempre que queremos praticar o desperdício zero (ou lá perto), é importante planear. As decisões de última hora colocam-nos, muitas vezes, na posição de comprar o que há, seja qual for o custo ambiental ou financeiro, apenas porque a alternativa é não fazer/ter aquele artigo ou opção na festa. Deixamos abaixo algumas opções para as várias etapas de preparação de uma festa.

 

Convites:

  • comprar marcas responsáveis e escolher convites sem embalagem (sobretudo se for de plástico)
  • fazer os próprios convites em casa, utilizando restos de papéis ou de tecido
  • desmaterializar os convites: utilizar ferramentas digitais para criar convites a enviar por email, whatsapp ou mensagem (a aplicação Canva é muito intuitiva, fácil de utilizar e tem muitas opções divertidas para convites)

 

O que servir

  • para comer: 
    • não disponibilizar sanduíches pré-feitas (esta opção é comum em festas para crianças mas gera muito desperdício, uma vez que costumam sobrar)
    • ter uma estação de montagem de sanduiches com os vários ingredientes disponíveis: se sobrar, basta voltar a guardar cada um separadamente
    • evitar bolos e sobremesas que tragam muita embalagem: optar por padarias locais onde, por norma, se pode facilmente negociar estas opções
    • fazer a comida em casa
    • no caso de comprar feito, levar as próprias caixas para levantar. Esta opção pode ser mais fácil se for comprado em lojas locais ou a pessoas que façam em casa
    • escolher petiscos para comer com as mãos e apenas uma refeição de prato, de forma a reduzir a  necessidade de loiça

 

  • para beber: 
    • sumos feitos em casa: as frutas com muita água (como a melancia por exemplo) rendem imenso
    • concentrado de sumo em garrafa de vidro: apenas uma embalagem de vidro dá para muitos litros de bebida
    • água da torneira aromatizada com fruta
    • café pré-feito e guardado num termo
    • chá frio feito em casa: ideal se for feito no dia anterior e servido bem fresco

 

Onde servir

  • utilizar pratos, talheres e copos do dia a dia
  • reutilizar frascos para bebidas ou sobremesas (por exemplo, copos de vidro de iogurtes ou molhos) - são quebráveis, mas não se perde muito
  • comprar em segunda mão um kit de loiça para festas que não nos importamos se partir (ou guardar pratos desencontrados de antigos serviços que já não usamos)
  • experimentar descartáveis de cartão ou outros materiais biodegradáveis; neste caso, escrever o nome nos copos de modo a que cada pessoa saiba qual é o seu
  • comprar guardanapos com o mínimo de embalagem: por exemplo, 1 embalagem de 100 guardanapos em vez de 10 embalagens de 10 guardanapos cada; também existe a possibilidade de comprar rolo de cozinha (muito prático para festas informais) embalado em papel
  • utilizar guardanapos de pano, cada um identificado com um cordel colorido como marcador

 

O espaço (no caso de não ser em casa)

  • certificar-se de que há baldes para separação de lixo
  • no caso de se utilizar loiça lavável, ter uma caixa de loiça limpa e uma para a loiça suja, devidamente identificadas, de modo a ser claro para os convidados e fácil de organizar para o anfitrião

 

As lembranças

  • não ter: a festa já é uma oferta que o aniversariante dá às pessoas de quem gosta
  • oferecer bolos que não se comeram na festa: assim, reparte-se o restante por todos e reduz-se a quantidade de comida que vai para o lixo
  • fazer lembranças em casa: plantas germinadas em frascos vidro ou copos de papel, um cartão de agradecimento, pequenos brinquedos que já não se usam mas de que os convidados podem gostar

 

E vocês, como é que fazem para tornar as vossas festas mais sustentáveis?

 

***

Este artigo faz parte do desafio "52 ideias para fazer menos lixo/desperdiçar menos, mudar o mundo", que é isso mesmo, um desafio. E como este desafio há muitos. Não pretendemos estar a inventar nada, mas também não estamos a copiar ninguém. As ideias aqui sugeridas, e a sua apresentação em 52 semanas, pretendem, isso sim, ser apresentadas como algo acessível e passível de ser feito facilmente por todas as pessoas. Isto porque acreditamos que os caminhos longos, como este de ter uma vida mais sustentável, são mais difíceis de iniciar. Mas, como todos os caminhos, fazem-se com um passo de cada vez.