#29 Sem bandas, sem máquinas, sem cera: já conhecem a depilação com açúcar?

#29 Sem bandas, sem máquinas, sem cera: já conhecem a depilação com açúcar?

 #29 Sem bandas, sem máquinas, sem cera: já conhecem a depilação árabe com açúcar?

A primeira vez que ouvi falar de depilação com açúcar foi num filme libanês de 2007 chamado “Caramelo”, onde a história se desenrola em torno das conversas entre mulheres num salão de estética.

A depilação com açúcar, ou depilação árabe, não é uma invenção de agora. É utilizada há muito tempo pelas mulheres dos países árabes (pode ter origem no antigo Egipto) e, ao contrário da depilação a que a maior parte de nós está habituada (a que se pratica nas esteticistas ou que se faz em casa), esta não implica máquinas, nem bandas, nem cera, nem lâminas. Na verdade, é uma depilação muito zero waste, na medida em que tem apenas como ingredientes água, açúcar e limão. Gosto muito quando as receitas de produtos para usar no corpo se fazem com ingredientes que facilmente se encontram em qualquer despensa - normalmente é um sinal de que são mais baratas, saudáveis e geram menos desperdício.

A depilação com açúcar, como qualquer hábito novo, requer alguma prática. Não é que seja especialmente difícil, é apenas diferente e, por isso, é preciso algum tempo de utilização para que nos habituemos à forma de fazer, às melhores condições possíveis, ao ponto do açúcar ou, simplesmente, ajustar o processo às nossas preferências pessoais. Foi assim sempre que precisamos de adquirir novos hábitos na vida: fazer a depilação tradicional, utilizar pensos higiénicos ou tampões… tudo leva tempo até se tornar banal na nossa rotina. O copo menstrual é um bom exemplo disso e a depilação árabe também.

 

O que é igual

Relativamente à depilação convencional, a depilação com açúcar é muito parecida à depilação com cera quente ou com bandas. O caramelo produzido pode ser utilizado das duas formas (mais líquido ou mais espesso), sendo que a utilização com bandas torna todo o processo um pouco mais trabalhoso, na medida em que é necessário ter bandas de tecido, que depois  têm de ser lavadas, ou bandas descartáveis, que geram lixo (o que é precisamente o contrário do que aqui se pretende incentivar). O pelo é, como na depilação com cera, retirado pela raiz .

 

O que é diferente

Contrariamente à depilação com cera, na depilação árabe a cera espalha-se no sentido contrário ao do crescimento do pelo e puxa-se no sentido do crescimento do pelo. Para além disso, gera muito menos lixo e, quando terminada, deixa um toque muito suave na pele. Há quem defenda que é especialmente boa a remover as células mortas da pele e que previne os pelos encravados.

 

Como se faz

Para ter uma ideia de como se faz, há muitos tutoriais em vídeo ao pesquisar por "depilação com açúcar", "arabic wax", "sugar wax" ou "sugaring". Deixo-vos os meus preferidos, pelo detalhe e pela forma como enumeram e ensinam a resolver os problemas comuns que ocorrem quando fazemos este tipo de depilação em casa: este vídeo é óptimo e também este, este ou este

 

Formas de depilar com açúcar

Se a “cera” ficar mais líquida: utilizar com a ajuda de um pauzinho de gelado como se utilizaria a cera convencional. Para retirar, puxar o pauzinho ou utilizar uma banda de tecido (que depois se limpa facilmente, colocando de molho em água morna).

Se a “cera” ficar mais pastosa: aplicar com os dedos, sem necessidade de aplicador ou bandas.

Se sobrar “cera”: amassar o caramelo até ficar com a cor opaca e mais clara do que antes de amassar (dourado opaco). Guardar num frasco ligeiramente untado com óleo até ser necessário voltar a usar. 

Qualquer dos recipientes utilizados para fazer ou guardar o caramelo é fácil de limpar: basta colocar de molho durante algum tempo e depois lavar como habitualmente.

No final, é aconselhável aplicar um óleo ou manteiga corporal para hidratar a pele.

Quem é que se sente com coragem para experimentar isto?

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Este artigo faz parte do desafio "52 ideias para fazer menos lixo/desperdiçar menos, mudar o mundo", que é isso mesmo, um desafio. E como este desafio há muitos. Não pretendemos estar a inventar nada, mas também não estamos a copiar ninguém. As ideias aqui sugeridas, e a sua apresentação em 52 semanas, pretendem, isso sim, ser apresentadas como algo acessível e passível de ser feito facilmente por todas as pessoas. Isto porque acreditamos que os caminhos longos, como este de ter uma vida mais sustentável, são mais difíceis de iniciar. Mas, como todos os caminhos, fazem-se com um passo de cada vez.



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