#25 Palhinhas, palhinhas e mais palhinhas: agora é fácil escolher sustentável!

#25 Palhinhas, palhinhas e mais palhinhas: agora é fácil escolher sustentável!

Aquilo que há poucos anos era uma excentricidade, hoje em dia já se tornou mais ou menos banal. O que é bom! A verdade é que as palhinhas de bambu ou inox são hoje em dia muito fáceis de encontrar e, para muitas pessoas, são das primeiras mudanças a fazer quando decidem adoptar um  modo de vida com menos lixo. E isso é fácil de compreender: não implicam grande investimento e até são uma curiosidade engraçada para se ter em casa, especialmente quando vêm convidados menos habituados a estas coisas (os convidados do meu filho, no seu aniversário, estavam bastante intrigados com as palhinhas de madeira e de ferro!).

 

aqui tínhamos escrito sobre as palhinhas reutilizáveis, a propósito de um estudo que as comparava às de plástico, como geradoras de muito mais emissões de CO2 e consumo de energia durante o processo de fabrico. Este tipo de raciocínio, que quase parece apontar (ou aponta mesmo) para a ideia de que pode ser melhor usar palhinhas de plástico, esquece-se de olhar para o outro lado do problema: o do descarte. Uma palhinha reutilizável até pode gerar mais emissões de CO2 ao ser produzida, mas a verdade é que não vai ser usada e descartada; vai ser reutilizada vezes sem conta e a mesma pessoa não precisará de comprar mais palhinhas se tomar bem conta daquelas que já tem em casa. Ou seja, vêm para ficar e não se tornam lixo a curto prazo, não vão parar aos aterros e nem ao mar.

 

A propósito da durabilidade das coisas reutilizáveis, há algum tempo partilhei uma observação nas nossas redes sociais que agora me parece que vem a propósito: 

"Há dias, de passagem pelo refeitório de uma escola primária, reparei nas mesas postas: pratos de loiça, talheres, taça da sopa e copos em inox. 

Não sei há quanto tempo foram comprados aqueles copos e aquelas taças, mas aposto que há muito que não são substituídos. Não precisam.

O plástico foi uma facilidade que aconteceu ao mundo. Uma conveniência que nos está a sufocar. É preciso agir na contra corrente."

 

Entre as palhinhas reutilizáveis que existem no mercado, escolhemos 3 para ter na nossa loja online: bambu, inox e massa.

 

Palhinha de Bambu: muito leve, fácil de usar e de lavar. É importante não deixar “de molho” ou dentro de um copo que ainda tenha algum líquido quando já não se vai beber mais porque, sendo uma matéria orgânica, o bambu vai absorver humidade e ganhar uma cor mais escura.  Quando já não estiver em condições de poder ser utilizada, pode ser colocada em vasos, servir para experiências de degradabilidade no solo ou colocar no compostor.

 

Palhinha de Inox: também muito fácil de utilizar e lavar, a palhinha de inox tem muito maior durabilidade: bem tratada, dura tanto como os talheres lá de casa. O inox é um material de grande qualidade, resistência e durabilidade e comprar uma palhinha destas significa ter uma palhinha para a vida toda.

 

Palhinha de Massa: para aquelas ocasiões em que precisamos de muitas mais palhinhas do que as que usamos no dia a dia, a palhinha de massa pode ser uma boa opção. É feita apenas com farinha de trigo, tal como as massas que comprarmos para comer, é facilmente biodegradável e, surpreendentemente, bastante resistente: pode ficar até uma hora dentro de um copo com uma bebida. No seu fim de vida, pode ser colocada no compostor ou no lixo indiferenciado, ou seja, onde colocaríamos as outras massas que consumimos em casa. Como não tem de ser lavada nem é muito cara é, sem dúvida, a solução mais fácil para festas com muitos convidados mas em que não queremos deixar de lado a preocupação com o meio ambiente.

 

E vocês, já tomaram as vossas decisões em relação às palhinhas? Quais as vossas preferidas?

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Este artigo faz parte do desafio "52 ideias para fazer menos lixo/desperdiçar menos, mudar o mundo", que é isso mesmo, um desafio. E como este desafio há muitos. Não pretendemos estar a inventar nada, mas também não estamos a copiar ninguém. As ideias aqui sugeridas, e a sua apresentação em 52 semanas, pretendem, isso sim, ser apresentadas como algo acessível e passível de ser feito facilmente por todas as pessoas. Isto porque acreditamos que os caminhos longos, como este de ter uma vida mais sustentável, são mais difíceis de iniciar. Mas, como todos os caminhos, fazem-se com um passo de cada vez.